quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Rompendo os muros escolares: ética, cidadania e comunidade

O nome do texto de hoje é lembrança de um texto com esse nome, dado no último curso para gestores fornecido pela SEE. de autoria de Ulisses F. Araújo.

A escola Maria Helena é dividida da Praça da Igreja Matriz apenas por uma rua. A praça está em obras! Excelente oportunidade para a escola, que tem trabalhado com a memória, de observar in loco como os espaços vão se modificando.
À convite da diretora os alunos das oitavas séries e os respectivos professores daquele horário, se dirigiram à praça para acompanhar e registrar para o acervo de fotos da escola, o calçamento de pedras portuguesas que está sendo retirado. As fotos foram tiradas pelos alunos e tivemos uma excelente oportunidade de aprendizagem com as explicações da Profª Cláudia (Geografia) sobre as rochas de onde as pedras são retiradas, da Profª Eliane (Ciências) sobre a importância da vegetação em praças públicas e da Profª Maria (Português) que delegou à Zuza a observação do que passa a ser memória.
Interessante observar o comentário dos alunos que apesar de passaram ali todos os dias não haviam observado os desenhos das calçadas. Disse a eles que muitos passaram ali por mais de cinqüenta anos e também não viram.












“A construção de um ambiente ético que ultrapasse os tempos, os espaços
e as relações escolares vem se impondo como uma ferramenta importante para que a educação seja ressignificada na contemporaneidade.
Um documento importante para essa concepção é a "Carta das Cidades
Educadoras", chamada de "Carta de Barcelona" (Gadotti, 20043), de 1990. Nesse documento, afirma-se que a cidade educadora é um sistema complexo, em constante evolução, que sempre dará prioridade absoluta ao investimento cultural e à formação permanente de sua população. Ela será educadora quando reconhecer, exercitar e desenvolver, além de suas funções tradicionais, uma função educadora, quando assumir a intenção e a responsabilidade de formação, promoção e desenvolvimento de todos os seus habitantes, começando pelas crianças e pelos jovens. ( Ulisses F. Araújo)